Évora 200 @ 2021

Atualizado: 2021/10/24

Mais do que palmilhar 200 km, é uma volta pela história que vale a pena desfrutar.

Por dentro do Brevet…

Évora é o local perfeito para iniciar um Brevet, vislumbra-se da cidade de Évora e um pouco da planície alentejana que nos aguarda neste dia.

Locais como o Templo Romano, outrora de Diana remete para outros tempos, inspira e dá tranquilidade. Respirado o ar matinal do Alentejo está na hora de partir e sentir o que os olhos ainda não veem.

Igrejinha

Encontramos a Igrejinha, num percurso plano nos primeiros km, seguimos para esta vila que é o primeiro destino e onde o primeiro castelo é conquistado, o Castelo do Mau vizinho (ou Castelo de Pontega).

Apenas os que tiverem olhos de falcão poderão vislumbrá-lo uma vez que este castelo se encontra numa herdade privada longe dos olhares (~4km à direita de Igrejinha).

Vimieiro

Percorridos 17 km a planície alentejana acompanha-nos até ao próximo local, terras imensas de cultivo de trigo, oliveira e sobreiros em estradas solitárias limpam-nos a alma, o tempo desacelera, com as pernas aquecidas podemos dar lugar à contemplação que a paisagem emana.

Estamos a chegar a Vimieiro, a próxima vila com história, uma vila toda ela alentejana, com a arquitetura típica e algumas estradas de calçada, à nossa esquerda podemos apreciar o Palácio dos Condes de Vimieiro, casa aristocrática de outros tempos.

Percorremos 33 km e emergidos de novo na planície seguimos para Evoramonte, neste troço passamos por Venda do Duque onde cruzamos com a linha ferroviária da Linha de Évora, de cor castanha avermelhado está agora abandonada, mas que noutros tempos ligou esta zona a Lisboa.

Evoramonte

A planície antes inspirou-nos e agora vemos o Castelo de Evoramonte lá no alto por entre as árvores e entramos na EN 18 de asfalto sedoso, a calmaria que habitualmente precede uma tormenta. Hoje não vamos lá a cima… fica para o Lost 300!

Ainda assim é tempo para disfrutar da história, do castelo e da paisagem que o rodeia. Este é um local de Paz, foi aqui que se pôs fim à única guerra civil conhecida no nosso país, assinou-se a Convenção de Evoramonte e terminaram as sangrentas Guerras Liberais em 1834, que levaram Portugal a um período de Paz e prosperidade. Como símbolo de Paz, Evoramonte faz parte da Rede Europeia de Sítios da Paz.

Estremoz

Percorremos 51 km, seguimos pela EN 18 para as 3 vilas do mármore, Estremoz, Borba e Vila Viçosa. Daqui extrai-se mármore desde os tempos da Roma antiga, saíram daqui peças para o Circo Romano de Mérida, Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e Mosteiro da Batalha.

Mas primeiro vem a segunda grande conquista do dia, o Castelo de Estremoz. O desnível é semelhante à subida do Castelo de Evoramonte contudo distribuído por mais um par de km o que faz com que a subida seja um pouco mais suave.

Ao longe ainda cá em baixo já vemos a cidade adornada com muralhas e um castelo magnífico, a passagem por Estremoz é rápida contudo sabemos que foi deste Castelo que partiram tropas portuguesas para Elvas durante a Guerra da Restauração, a guerra que nos devolveu a independência do Reino de Espanha e nos dias de hoje um feriado a 1 de Dezembro.

Redondo

E chegamos ao Redondo. Para aqui chegar percebe-se que o alentejo não é plano e a proximidade da serra de Ossa não é coincidência.

Também aqui se destaca o Castelo do Redondo, que mantém as muralhas primitivas, as Portas da Ravessa e do Relógio.

Monsaraz

O Alentejo profundo adensa-se, a planície estende-se até onde a vista alcança, seguimos uma pedalada atrás de outra, e por vezes somos cumprimentados por pequenos lugarejos que se espantam com a nossa presença.

Reencontramos uma estrada municipal, a EM 514, imediatamente começamos a ver o próximo destino lá no alto ao fundo, o Castelo de Monsaraz. Começamos a subida para o Castelo em alcatrão moderno mas acabamos em empedrado de xisto se quisermos visitar o castelo.

Como vila raiana e com o Guadiana ali ao lado não admira que este Castelo tenha desempenhado o seu papel também na Guerra da Restauração e na defesa do Reino de Portugal do Reino de Espanha. Construído num local privilegiado de cota elevada a vista estende-se por quilómetros em toda a volta do castelo, é o momento para uma pausa contemplativa e deixar os olhos regozijarem-se.

Reguengos de Monsaraz

Voltamos a mergulhar na planície reencontramo-nos com as estradas longas e solitárias, passamos por vinhas, túneis de árvores ou simplesmente por áreas imensas com sobreiros esparsos.

Passamos por Falcoeiras e pouco depois por Montoito onde abandonamos a ER 381 para seguirmos pelo CM 1095. Passamos por um canal de água que liga duas albufeiras (Barragem de Monte Novo e Barragem da Vigia), revemos a Linha de Évora desta vez cruzando-a e podemos ver o abandonado Apiadeiro de Balancho à nossa esquerda.

É altura de nos prepararmos para fazer os últimos km em segurança, numa breve paragem vemos o sol a despedir-se e recebemos os seus últimos raios de energia para chegar a Évora.

É tempo de passar pela última vila, Nossa Sra. de Machede. Esta vila é sabido que por aqui anda desde o tempo dos Godos, ali pelos anos 600 DC.

Évora

Deixamos Nossa Sra. de Machede pela EM 526 para logo de seguida entrarmos a EN 254, o alargar da estrada indica-nos a proximidade de uma grande cidade, estamos quase em Évora.

O aproximar da urbe e o trânsito mais frequente trazem-nos lentamente de volta ao presente. Contudo a entrada em Évora junto à muralha à nossa direita, prendem-nos ainda a esse passado longínquo, falta chegar ao Templo Romano, um templo que data do primeiro seculo DC. Em pouco tempo chegamos finalmente ao Templo o nosso último destino.

É tempo de sorrir porque é desta forma que gostamos de terminar os nosso Brevet, um último carimbo sela a nossa jornada pela história em 200 km.

Este Brevet é muito mais do que palmilhar 200 km, é uma volta pela história que vale a pena desfrutar.

Data limite de inscrição | 06 de novembro de 2021
Vagas neste momento | 0

Data e hora de realização | 13 de novembro de 2021 / 08:00

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Cue sheet e track GPS | Enviado aos Randonneurs inscritos no Brevet

Localização dos postos de controlo | Évora, Evoramonte, Estremoz, Redondo, Monsaraz e Évora.

Percurso ilustrativo

Tempo limite | 13 horas e 30 minutos

BASE

10Base
  • Cue sheet
  • Track de GPS
  • Cartão de percurso

MAIS

20Mais
  • INCLUI BASE MAIS:
  • Medalha personalizada do Audax Club Parisen

Inscrição

Brevet lotado, workers ride ou as inscrições ainda não estão/já não estão disponíveis